Violência Policial

Protesto contra PM lota auditório da UFSCar

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Por Smetal Sorocaba

Centenas de estudantes, professores e representantes de organizações sociais se reuniram na noite de segunda-feira, dia 28, na unidade da UFSCar do bairro Santa Rosália, em Sorocaba, para protestar contra a intervenção da polícia militar em um trabalho curricular dos alunos da escola estadual Professor Aggêo Pereira do Amaral, no início deste mês.

“O trabalho tava no mural da escola. A PM foi lá, fotografou, postou nas redes sociais e nas páginas do comando da polícia na internet. A polícia também emitiu nota [à imprensa] julgando professores e alunos”, explicou a coordenadora da Apeoesp, Magda Souza. “Professor e alunos, menores de idade inclusive, passaram a sofrer ameaças após serem expostos pela polícia”, criticou.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB de Sorocaba, Hugo Batalha, repudiou as ações da polícia. “A PM tentou interferir no trabalho escolar, tentou censurar e ainda repreender um professor no exercício de suas funções”.

“Tentaram interromper a exposição interna dos trabalhos. Está claro que foi uma medida institucional da PM. Os policiais receberam ordem do comando para agir”, afirmou Hugo.

Trabalho de filosofia

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Cartunista Carlos Latuff e o Advogado Hugo Batalha

A repressão da PM ao trabalho escolar, que abordava justamente a violência policial, ganhou repercussão nacional. O cartunista Carlos Latuff, que teve uma ilustração sua utilizada no trabalho, veio do Rio Grande do Sul para participar da manifestação em Sorocaba.

O trabalho escolar solicitado aos alunos do Aggêo, por um professor de filosofia, Valdir Volpato, refletia sobre a violência a partir de uma obra do pensador Michel Focault, chamada “Vigiar e Punir”.

O ato público foi organizado pela Apeoesp (sindicato dos professores da rede estadual) de Sorocaba e pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Sorocaba.

Algumas instituições representadas no ato: UFSCar, Uniso, Unip, Etec Rubens de Faria, Faculdades Anhanguera, SMetal, Unicamp, Psol, PT, coletivo feminista da Fadi, Flamas, diretórios e centros acadêmicos de várias universidades, além de alunos de diversas escolas estaduais e grêmios estudantis municipais e estaduais.

 

 

 

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