Escrita da história Política

Estou candidato a Deputado Federal. Mas não sozinho!

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Por Douglas Belchior

Escrevo hoje especialmente para informar os caros leitores, amigos e solidários do Blog NegroBelchior que estou candidato a deputado federal pelo Psol-SP. Foi uma decisão difícil, demorada, refletida e finalmente confirmada coletivamente.

Aos que acompanham este Blog, aviso que não vou utilizá-lo para fins eleitorais. Ele continuará sendo espaço de debate de ideias e de publicação de conteúdos, análises e opiniões sempre ligadas aos movimentos sociais com os quais tive contato minha vida inteira.

Todos e todas que quiserem saber mais e eventualmente acompanhar ou apoiar nossa campanha poderão fazer através do BLOG DA CAMPANHA ou das redes sociais (Twitter e Facebook).

 

Texto de agradecimento pelo resultado da campanha (Facebook)

Mas por quê sou candidato?

Sou mais um militante de causas, de ideias, de projetos. Me disponho a construir diariamente um movimento que discute, reflete e enfrenta problemas reais e cotidianos das periferias deste país. Uma prática, portanto, essencialmente política. Não há nenhuma novidade ou “desvio de função” em ser candidato. E só sou por isso: para reproduzir no contexto eleitoral, no momento em que a sociedade como um todo volta suas atenções à “política”, todas as pautas, bandeiras e ideias defendidas pelos movimentos sociais e pelo movimento negro no dia a dia.

Nossa campanha não tem compromissos com empreiteiras, empresários, grandes centrais sindicais, partidos ou políticos ricos. Por isso ela é 100% colaborativa e militante, ou seja, nossa campanha só será possível porque teremos a colaboração solidária de pessoas que lutam e acreditam que é possível praticar uma política comprometida com os interesses reais do povo brasileiro.

Mas que história é essa?

Quem acompanha minha trajetória sabe que estou nas ruas há muito tempo. Há 20 anos participo da luta para a inclusão de [email protected] e pobres nas universidades e no mercado de trabalho. Foi nos Cursinhos Comunitários que percebi a importância do combate ao racismo e à todos os tipos de preconceito, à negação de direitos sociais e à violência do estado e da polícia. Aprendi que para alcançar as mudanças e melhorar a vida da comunidade e a minha própria, era necessário acreditar e fazer política.

Mas a política está cada vez mais vazia de seu sentido. Querem nos convencer de que política é a prática do possível, da gestão e dos acordos sujos. Querem nos convencer que roubar, desviar, corromper e trair são inevitáveis e fazem parte da política. Mas não podemos nos render a isso!

Precisamos recuperar a beleza e a importância da política para a vida das pessoas. Precisamos lembrar que só através da participação, da organização e da mobilização popular é que poderemos defender os interesses dos trabalhadores, combater as desigualdades sociais e os grandes males que o racismo, o machismo e a homofobia causam à sociedade.

Estudar foi fundamental! Com o apoio da família e a ajuda de professores solidários nos Cursinhos, cheguei à universidade e com uma bolsa de estudos, me formei em História na PUC-SP. Tornei-me Professor da rede pública de ensino, Educador Popular, Formador para a área de Relações Raciais e combate ao racismo e Militante do movimento negro brasileiro.

Fui coordenador da Educafro por 12 anos e ajudei a fundar o Movimento Uneafro-Brasil onde atuo há mais de 6 anos na organização de núcleos de educação popular em 22 cidades no Estado de SP. Nos últimos anos aprofundei a atuação em coletivos de a favor de cotas raciais em universidades e no combate ao racismo institucional, à violência do Estado e ao genocídio do povo negro. Hoje sou também colunista de uma importante revista, a CartaCapital, e editor do Blog NegroBelchior, que fica hospedado em seu site.

Sempre entendi que política se faz nas lutas, no movimento social e no dia-a-dia dos trabalhadores e trabalhadoras deste país. Disputar uma eleição só faz sentido se for para contrapor o Estado, a política e os políticos que fazem do Brasil o país da desigualdade, da concentração da riqueza e do desrespeito aos direitos humanos.

Um mandato parlamentar NOSSO, será muito importante para fortalecer as lutas e reivindicações que já fazemos. E um desafio desse tamanho só tem uma chance de dar certo: se estivermos juntos!

Plataforma de propostas | Programa da Candidatura

 

EDUCAÇÃO

 

  • Ampliação dos investimentos em educação para 10% do PIB já;
  • Ampliação dos investimentos estruturais e de vagas e em universidades públicas e por políticas de permanência estudantil;
  • Ampliação de cotas raciais em universidades, serviços públicos e meios de comunicação – efetivamente proporcionais ao percentual de negros por Estado – enquanto forem necessárias;
  • Valorização profissional de professores e colaboradores da educação em todos os níveis, afinal, educadores, somos todos!
  • Reforma curricular por uma educação antirracista, antimachista, anti-homofóbica e laica;
  • Efetivação da prática das mudanças à LDB – Lei de Diretrizes de Base -, representadas pelas leis 10639/03 e 11645/08 (Ensino de Historia da África, dos africanos, seus descendentes e indígenas), bem como a regulamentação do crime de prevaricação de gestores no que tange à desobediência destas;
  • Políticas de apoio às iniciativas de prática de Educação Popular, Cursinhos Comunitários e Populares; Pelo fim dos lobbys do mercado editorial dirigido à produção de material didático pré-universitário e pré-Enem.

COMBATE AO RACISMO

 

  • Criação de Fundo para Reparação Histórica e Humanitária para descendentes de escravizados e indígenas;
  • Criação da Comissão Nacional da Verdade, Memória e Justiça para os Crimes da Escravidão e da Democracia, praticadas por civis e pelo Estado;
  • Titulação de todos os territórios quilombolas e indígenas e retomada da reforma agrária e reforma urbana;
  • Regulamentação do artigo 5º. da Constituição brasileira que define o racismo como crime inafiançável e imprescritível; Tornar o racismo crime de lesa humanidade;
  • Defesa do Estado laico; direito à pluralidade religiosa e defesa das religiões de matriz africana;

SEGURANÇA PÚBLICA E RESPEITO À VIDA

 

  • Reforma radical no sistema de segurança pública que garanta o direito à vida e à cidadania, com garantia de amplo debate e participação concreta dos movimentos sociais, movimentos de direitos humanos e movimento negro;
  • Fim da Polícia Militar, dos Autos de Resistência e da Revista Vexatória;
  • Responsabilização penal de racismo e de assassinatos promovidos por policiais; pela investigação de todos os crimes cometidos por agentes do Estado;
  • Revogação imediata da Portaria Normativa 3461/13 e anulação Manual de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) que atribui poder de polícia às três Forças Armadas; pela desocupação militar em todo território nacional;
  • Fundo Nacional para indenização e apoio psicossocial de familiares de vítimas da violência do Estado;
  • Reforma do Judiciário;
  • Mutirão do Judiciário para revisão de penas em todo país;

MEIOS DE COMUNICAÇÃO E MÍDIAS

 

  • Democratização dos meios de comunicação e cassação de concessões públicas para empresas de comunicação que fomentam racismo, machismo, homofobia e quaisquer tipos de preconceito, discriminação e violência;
  • Acesso livre e democrático à informação e liberdade de expressão;
  • Defesa de Rádios e Tvs comunitárias e implementação de políticas públicas de apoio à diversidade e pluralidade dos meios de comunicação;
  • Defesa de uma Internet livre sem controle de conteúdo por quem a distribui; Promoção da cultura livre, da banda larga livre, do acesso gratuito à Internet, do conceito de bens comuns e a defesa da filosofia do software livre, para garantir a soberania tecnológica.

DIREITOS HUMANOS, DEMOCRACIA E DISTRIBUIÇÃO DA RIQUEZA NACIONAL

 

  • Defesa e efetivação do Estatuto da Criança e do Adolescente;
  • Auditoria e revisão da dívida pública;
  • Reforma política que proíba financiamento privado de campanhas e garanta representatividade negra, indígena e de mulheres;
  • Taxação de grandes fortunas;
  • Pelo fim das privatizações e retomada do petróleo, rodovias, portos, aeroportos e outros setores estratégicos à soberania nacional, pelo Estado;
  • Pelo direito democrático às manifestações livres e autônomas.

 

Fotos:

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Ato do Movimento Uneafro - Largo do Payssandu - SP



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Ato Fundação Uneafro - Faculdade Medicina USP 



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Com rappers Max B.O, GOG e demais compas do Movimento Negro, em campanha pelo fim dos Autos deResistência em Brasília



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Em audiência junto ao Colégio de Líderes na ALESP - Por Cotas Raciais nas Universidades 
Públicas de São Paulo



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Com Dr. Silvio Almeida, Alex Minduim, Sergio Black Soul e Dr. Boris, durante encontro com atorDenny Gloover, expondo problemática do negro no Brasil.




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Ao lado de João Paulo Rodrigues (MST) e Milton Barbosa (MNU), em plenária do Movimento Negro -SP



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Ato do Tribunal Popular na Praça da Sé, com Plínio Arruda Sampaio e Gilmar Mauro (MST)



Com_KabengeleMunanga_LEciBrandao
Com Kabengelê Munanga, Leci Brandão e Dr. Eliseu, em Audiência Pública sobre Cotas Raciais, naALESP.



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Ocupação da Secretaria de Segurança Pública de SP, ao lado de Débora do Movimento Mães de MaioMilton Barbosa do MNU e da Jornalista Lúcia.

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