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Consciência negra e racismo: Educação é a saída

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Por Douglas Belchior 

 

A história do Brasil é uma história de Genocídios:O Genocídio das populações originárias, renomeada indígena. Estima-se que os portugueses encontraram nestas terras mais de 1.000 povos que perfaziam de dois a seis milhões de pessoas.

O Genocídio negro, através de um regime de escravidão que durou 388 anos e que custou o sequestro e o assassinato de cerca de 7 milhões de seres humanos africanos e outros tantos milhões de seus descendentes.

O Genocídio negro e o  indígena continuam, caracterizados hoje pela ação do Estado e de seus governos através da violência dirigida às poucas comunidades indígenas e quilombolas e ao povo negro das cidades, ambos barbaramente vitimados pela ação policial, bem como pela negação de direitos sociais e de oportunidades, cristalizadas a partir da abolição da escravidão.

É preciso admitir: Temos no currículo, infelizmente, um dos maiores crimes de lesa-humanidade já vistos.

20 de Novembro é o Dia Nacional da Consciência Negra. É o momento de celebrar a memória Zumbi dos Palmares e Dandara, herói e heroína do povo brasileiro. Mas acima de tudo é um dia de reflexão e busca de novas formas para enfrentar a triste herança de tanta violência e opressão: o racismo.

Neste mês de Novembro, é preciso destacar e reafirmar a atuação que escolhemos e acreditamos ser a mais eficiente maneira de combater o racismo e tudo que cerca e alimenta na mentalidade coletiva a naturalização da violência e as injustiças dirigidas ao povo negro brasileiro: a Educação Popular.

Os Cursinhos Comunitários da UNEafro-Brasil, organizados em 42 Núcleos de Base em bairros de periferias de São Paulo (a maioria), mas também em Duque de Caxias (RJ), em Salvador (BA) e no Pará (Altamira), se propõe ao mesmo tempo, oferecer um serviço de reforço escolar e preparação para vestibulares e para o ENEM e trabalhar também conteúdos que visam o aguçamento da capacidade crítica dos estudantes e seu possível engajamento nas causas populares de enfrentamento ao racismo, ao machismo, à homofobia e a todos as formas de opressão e injustiças.

 

 

Conheça a história de Cinthia, jovem negra moradora do Capão Redondo que se formou em Medicina.

 

 

Assista o Documentário sobre o trabalho da Uneafro-Brasil

 

 

Nesse 20 de Novembro, dia Nacional da Consciência Negra, nossa celebração é reafirmar o que fazemos todos os dias do ano e há muitos: A busca por uma nova mentalidade, através da educação. E feliz dia da Consciência Negra para todos nós!

Hoje vejo 500 anos passando na frente dos meus olhos

Sinto arrepios pelo corpo, suor e sangue a escorrer

Arde as costas, cicatrizes que nunca vi mas sempre senti

O corpo balança… involuntário, como em dança ao som de um batuque…

O sorriso ainda está, apesar da dor

E há vida, há esperança e amor

Hoje, acompanhado por milhões

Sou fruto da história da minha cor.

E Zumbi vive em mim.

Em nós!

Zumbi

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